quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Andanças pelo RN
Hoje bati o recorde. Andei duzentos quilômetros. Calma, calma. Não foi a pé, não. Brinquei um pouquinho de rico e aluguei um carro. Como o passeio de buggy foi em direção ao Norte, decidi ir em direção ao Sul. O destino final: Praia da Pipa, a cerca de cem quilômetros de Natal.
Fui pela via costeira até a Ponta Negra. Logo após, uma parada para fotos no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado no município de Parnamirim. Trata-se da mais antiga base de lançamentos de foguetes do Brasil, criada em 1965. A denominação de Barreira do Inferno é atribuída à existência de grande quantidade de falésias vermelhas às margens do mar. Continuei até a Praia do Cotovelo, onde consegui tirar umas fotos bem bacanas das "barreiras do inferno". Fui até Pirangi, onde está localizado o "Maior Cajuzeiro do Mundo". Ele foi plantado em 1888 por um pescador que morreu as 93 anos de idade, à sombra do cajuzeiro. Cobre uma área de 8.500 m2 e produz cerca de 80.000 cajus por ano. Infelizmente não obtive muitas fotos do local. O assédio de "orientadores turísticos" foi tão grande que acabei me aborrecendo e seguindo adiante. A próxima praia é a de Búzios. No início da praia, enormes mansões a beira mar, impedem a passagem até a areia. Somente após uns três, quatro quilômetros é que foi possível entrar numa ruela pra tirar umas fotos do lugar. Segui destino até a Praia de Tabatinga. Paisagens maravilhosas no caminho, mas de carro, sozinho, nem sempre é possível fotografar tudo aquilo que chama a atenção. Parei em alguns lugares para fotos, mas não é a mesma coisa do que fazer o trajeto a pé ou de moto. Em Tabatinga, seguindo recomendações, rumei em direção à BR 101, até o muncípio de Nísia Floresta, já que para seguir pela praia só pela areia, com necessidade de carro com tração nas quatro rodas (não era meu caso!).
De Nísia Floresta fui pela BR 101 até o município de Goianinha, onde voltei a tomar o rumo do litoral até a Praia da Pipa. A Praia é uma beleza. Um centrinho bem bacana, com lojas de roupas e restaurantes bem legais. Deixei o carro estacionado e fui até a beira da praia, com a intenção de almoçar, afinal já eram umas duas da tarde. Olhei o cardápio de alguns restaurantes e me assustei: essa praia é de rico!!!! Qualquer peixinho assado ou frito, qualquer porçãozinha de camarão não sai por menos de R$30,00. Segui pela beira da praia indignado até chegar a um barzinho meio chumbrega no final da chamada praia do Centro. Entrei, olhei o cardápio e, pra minha surpresa, os preços eram os mesmos. Um achaque. Acabei pedindo uma cerveja e uma porção de aipim (quero dizer, macaxeira) frita. Paguei R$13,50 (um roubo!!!). Voltei até o centrinho e encontrei uma banquinha de açaí. Comi uma bela tigela de açaí, com banana, mel e granola por apenas R$5,00. Agora eu estava almoçado!!!
Comecei minha viagem de volta pelas 16 horas. Na saída da Pipa, parei num lugar que se denomina Santuário Ecológico. Lá é possível passear por trilhas e avistar a praia de alguns mirantes. A promessa é que daria pra ver golfinhos e tartarugas, já que o local foi um experimento do Projeto Tamar, mas não vi nadinha disso. Porém, os R$5,00 do ingresso não foram desperdiçados, não. O lugar é bem bacana e as trilhas me proporcionaram uma caminhadinha de quase uma hora.
Segui o caminho de volta até Goianinha, onde, desta vez, peguei a BR 101 até Natal. No caminho, chamou-me a atenção as obras que estão sendo executadas pelo Exército Brasileiro na própria BR. Eu não tinha a menor idéia que o Exército tivesse tantos carros-pipas, caminhões, tratores, escavadeiras. Todos eles pintados nas cores do Brioso e com o brasão nas portas. O serviço executado por soldados devidamente fardados parece ser de qualidade. Uma camada generosa de concreto está sendo colocada em duas vias de pistas duplas, separadas por blocos também de concreto.
Cheguei de volta no Hotel às 18h15min, cansado mais uma vez, mas com a certeza de ter aproveitado bem o dia. Amanhã, começo a organizar as coisas para voltar para o RS. O que fica dessa viagem de apenas 5 dias é que é possível conhecer lugares bacanas, em pouco tempo e não gastando muito. Basta se organizar, ter muita disposição e não ficar apenas torrando na areia no mesmo lugar. Tem que rodar, seja a pé, de ônibus, de buggy, de carro. O importante para quem quer conhecer é se mexer. Isso, realmente, é muito mais fácil quando se viaja sozinho. Viajando em dupla ou em grupo, as coisas se complicam um pouco mais. Não é todo mundo que tem a mesma disposição, nem quer conhecer os mesmos lugares. Alguns preferem apenas atravessar a rua, colocar a cadeira ou a toalha na areia e ficar torrando os miolos no sol o dia todo. Eu não. Meu negócio e girar, conhecer os lugares e tirar fotos, muitas fotos. Isso pra mim é que é quisqueí. O resto, é o resto.
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